História de Fornelos

 

      

Fornelos, freguesia do concelho de Barcelos, é confrontada pelo rio Cávado a norte e pelas freguesias de Gilmonde a nascente, Vila Seca e Rio Tinto a poente, esta última do concelho de Esposende, e pela freguesia de Milhazes a sul.

      Fornelos é uma freguesia de terrenos férteis e situa-se numa planície muito pouco acidentada.

     Nas Inquirições de 1220, surge designada como “De Sancto Salvatore de Fornelos”, integrada na vasta Terra de Faria. O seu orago é o Divino Salvador e Fornelos foi uma reitoria da apresentação da mitra de Braga e comenda da Ordem de Cristo.

    Extinta a 15 de Abril de 1306 pelo Concílio Ecuménico de Viena, a Ordem dos Templários, o Papa declarou-se “herdeiro forçado” de todos os seus bens. Para evitar que a herança dos Templários passasse a “árvore estranha”, D.Dinis conseguiu que o Papa instituísse nova Ordem de Cristo em 1319, dando-lhe tudo quanto era daqueles.

    O topónimo “Fornelos” é diminutivo de “fornos”, o mesmo que “forninhos”. Foram encontradas várias telhas e tijolos, nos lugares de Agra de Vila e Boavista, que provavelmente são restos de fornos, podendo estes respeitar, neste caso específico, à cozedura de cerâmica. No lugar chamado de Campo de Forno foram detectadas estruturas pétreas, tendo surgido também à superfície, alguns fragmentos de tijolo pressupondo a existência de antigos fornos cerâmicos de cronologia tardo-romana.

   O povoamento desta freguesia está documentado arqueologicamente desde a Idade do ferro através do Castro do Alto da Devesa, ou do Giestal, sobranceiro ao Cávado e precisamente em frente ao Castro de Mariz, na freguesia com o mesmo nome, do outro lado da margem. O habitat castrejo seria bastante reduzido, protegido apenas por uma pequena muralha e um fosso.

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